domingo, 24 de janeiro de 2010

Atentado

Noite tensa
Intensa
Pra rimar com ado
Um atentado
Era um capanga
Chupando manga
Que veio atentar
Trazendo azar
Seu ato insano
Era quase profano
E rimava com ado
Era um atentado

Ele me ligou
Disse ser brou
Só que no fundo
Era um vagabundo
Marcamos encontro
Um com o outro
Disse ele então
Que vendia leitão
E eu, fazendeiro
Ia ver primeiro

Chegando lá
O cabra, de Macapá
Esperava com dez
Na Rua Pés
Logo fui pego
(ai!) bem pelo rego
Puxado pela cueca
Até Rua teca
Estava escuro
Vi um muro
Fui revistado
Já quase pelado
Por dois capangas
Chupando mangas

Tomei tapa e cascudo
De um barbudo
Mandou eu virar
Eu, recusar?
Virei
Olhei
Avistei Soninha
O Braguinha
Minha noiva, a Deusa
Mamãe Heleusa
Todo mundo
Rindo profundo
A vó Raimunda
Deu tapa na bunda
E eu, pelado
Me sentia humilhado

Sabe o Rinoceronte
Lá perto da fonte
Também estava
E dissimulava
Nem o Clemente
Era inocente

Já nos finalmentes
Me deram presentes
-Parabéns otário
Era meu aniversário

Um comentário:

  1. Joca, meu amado... me arruma uns gramas do que vc usa? deve ser bão... kkkk beiJOCAs...

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